Daniel Dias MOTIVOS


10/04/2008


Não me peça sorrisos


Na busca de um novo sonho
Me distraio com as migalhas do caminho
As fadas de vez em quando aparecem
E as bruxas são suportáveis
Depois do terceiro beijo
Estou bem
Feliz

Só não me peça sorrisos

Escrito por D.D. às 15h05
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13/02/2008


Palavras

 

 

Pra que tentar com palavras

Expressar o que pensamos

Se nenhuma delas revela

Por mais que seja bela

O quanto nos amamos.

Escrito por D.D. às 14h21
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Nosso Ninho

 

Meu amor, fique em silêncio

Vamos ouvir nossos coracões

Nossa respiração

Sentir nossos carinhos...

 

Agora que palavras

Já não dizem nada

Deixe que a madrugada

Seja nosso ninho.

Escrito por D.D. às 14h15
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Sonhando

 Quando vai embora

Ali na mesma hora

Passo a imaginar.

 

Seu corpo perfeito

Seus lábios, seu beijo

Fico a esperar.

 

Em poucos segundos

Viajo a mundos

Em que eu possa te amar.

 

E assim te amando

Fico eu, sonhando

Até voce voltar.

Escrito por D.D. às 14h05
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13/12/2007


Metade

Uma das poesias publicadas na revista Áporo da USP em novembro/ 2007

E quando estamos juntinhos

Já não sei onde termina eu

Onde você começa

Somos um ser completo

Repleto de felicidade

Mas quando nos despedimos

Não sei onde termina eu

Onde começa a saudade

E ficamos assim, sozinhos

Sendo apenas metade.

Escrito por D.D. às 19h47
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12/11/2007


As tardes

 

Às vezes me pergunto o que fazer pra te conquistar

Pra te provar que te amo

Como talvez ninguém  amou nem vai amar

O que fazer pra te convencer

que não temos nada a perder

Em nos conhecer, em ficar, em amar...

            Linda,

Eu às vezes me pergunto o que fazer!!

Escrito por D.D. às 14h04
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31/10/2007


Louco

Louco, às vezes me chamam

Louco, alegre fico em ser

Louco de amor, a ponto de morrer

Pois é preciso morrer de amor

Pra poder viver.

Além da distância,

No tempo, no espaço, na idade...

Além da tristeza, beleza e saudade

Ah, Morrer de amor

Viver de verdade!!

Escrito por D.D. às 10h28
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O sol

 

O sol, com 4 bilhões de anos

Nasce todo dia

Muleque brincalhão

Pulando por entre as flores e vales

Invadindo lugares proibidos...

O sol, velho e sábio

Sabe que o melhor da vida

É ser criança

Escrito por D.D. às 10h18
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23/10/2007


Sempre

 

Meu sono é sempre leve

Pra que ninguém não leve

Meus sonhos

Escrito por D.D. às 16h23
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Prece

 

 

Às gotas do oceano

Uma prece

Um poema

Às frágeis gotas da garoa

Um pedido, um desejo.

À pequenez de minha musa

À infinitude de sua fragilidade...

Fina, transparente, ela quase não existe.

Uma gota, uma garoa

Que me cai toda noite

Escrito por D.D. às 16h10
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Bia

Meus rabiscos viram poemas

Quando sua voz vira música

E nossa rua, a lua.

Quando te imagino além

Do seu tímido sorriso

Numa manhã de domingo

Meu canto desafinado é canção

Quando as asas da imaginação

Te fazem mais que um sonho

E te sinto Bia

Escrito por D.D. às 16h07
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Esmola

 

Rumo ao infinito de um toque em sua mão

Minha mão viaja por mundos submersos

Na sofreguidão dos tempos

Um momento que ecoa nas noites sozinhas

De esmola

No vento

Escrito por D.D. às 16h00
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De bicicleta

 

De bicicleta

A criança passa na rua

Num vai-e-vem infinito

E eu parado, sou paisagem

Sou miragem na margem

Do rio caudaloso do tempo

Por que pedala

A criança

Escrito por D.D. às 15h42
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Crescendo

 

 

Esta porta

Não leva à lugar nenhum

Não há nada depois dela

Os caminhos viram vícios

As tristezas viram sítios

E os desenhos todos

Da sua infância sempre doce

Viram rabiscos

Escrito por D.D. às 15h38
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22/10/2007


Aprendi

 Aprendi o seu corpo criança

Nos playgrounds da alma

Nos desenhos do vento

Nos brinquedos da calma

Aprendi o teu beijo-mulher

Nos estalos da cama

No escuro dos becos

Derretendo na chama

Aprendi sua voz, o seu jeito

Aprendi o seu choro, seu riso

Aprendi como o vento aprende o lamento

No toque preciso do tempo

Escrito por D.D. às 15h12
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21/08/2007


Às vezes

Às vezes

Me mostro

Nu perante os olhares

As palavras me despem

Tenho medo? Às vezes

Medo que não entendam nada.

Escrito por D.D. às 20h07
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Coraçãozinho

 

Ver a imagem em tamanho original

Com sua canetinha vermelha

Ela fez um coraçãozinho

Na parede da minha casa

Com meu nome e o dela

E com duas belas asas

Hoje ele voa longe

Numa nuvem cor-de-rosa

Nuvem de sonhos, talvez

Pequena. Mas nossa.

Escrito por D.D. às 19h30
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16/04/2007


Essas minhas palavras

  

Essas minhas palavras

São estradas que construo

Pra chegar até você.

 

      Quando falo dos teus olhos

      Eu os sinto a me olhar

      E se o poema tem seu nome

      Quase posso te abraçar

 

Trago pro meu peito

Coisas distantes, perdidas

Que talvez nem mais existam

Nunca mais poderei ter

 

      Mas que se tornam eternas

      Eternas...

      Quando começo escrever.

Escrito por D.D. às 17h47
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01/12/2006


Não há nenhuma razão

Apenas te amo e só

Não queira entender amantes

Sem antes amar

E só.

Escrito por D.D. às 11h51
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30/11/2006


Pedregulho

No trilho dos pedregulhos pisados

Alguns seguem grudados

Nas solas das sandálias daquela cinderela

Quando caem não são mais os mesmos

Pois mesmo abandonados,

Pedregulhos pisados,

Têm um pouquinho dela...

Escrito por D.D. às 18h34
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Delicadezas

 

Visualização

Não são as delicadezas do teu corpo

Nem as profundezas da tua entrega

Não são as fraquezas de tuas negações

E nem as forças de tuas paixões

São teus olhos:

Que pequeninos e sapecas

Invadem qualquer esfera

Do meu ser.

Escrito por D.D. às 18h18
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Amor Antigo

O  amor já velho

Mas ainda menino

Não precisa de certeza

Nem beleza, nem carinho

Cresce junto da distância

Encolhido em seu cantinho

Quanto mais velho mais forte

Quanto mais forte, mais sozinho

Escrito por D.D. às 18h09
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Flores

Quando você surgiu no meu caminho
Nele havia havia pedras, flores e espinhos
Agora as pedras e espinhos
Continuam lá, como antes
Mas você, com seu carinho
Me ensinou que as flores
São muito mais importantes.

     

Escrito por D.D. às 18h05
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28/09/2006


Às vezes, ao te ver, deixo só o silêncio falar

Palavras às vezes, parecem vazias...

 

Escrito por D.D. às 18h04
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Quando será que o beijo

Será maior que o mundo

E afogará o profundo

Medo de naufragar?

Escrito por D.D. às 18h02
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11/08/2006


Hei

Hei de beijar um por um
Cada centímetro do teu corpo
Hei de sugar um por um
Cada mililitro do teu mel
Hei de afagar um por um cada pelinho eriçado
E de realizar um por um
Cada desejozinho acanhado
Que tu confessas
Só pra mim.

Escrito por D.D. às 13h29
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Poesia

Oh, minha flor
Permite-me um beijo ?
Um abraço, um sorriso
Permita-me que a ame
Por toda a minha vida ?
Permita ao menos
Que admire suas fotos,
Sua sombra.
Permita ao menos
Que sinta saudade,
Que sonhe...
Que mil vezes por dia
Sussurre seu nome
Permita-me que te espere
Até que a morte nos una
Numa outra dimensão
Pra daí te esperar mais
Te adorar mais
E quem sabe dedicar- te mais poesias.


Escrito por D.D. às 13h27
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Medo

Do que você tem medo?
Da vida? Do desejo?
Ora, tenha medo do teu medo
E fuja dele com meu beijo.

Escrito por D.D. às 13h26
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Sorriso

Por medo da solidão
Conservava o sorriso nos lábios
Na esperança de alguém sorrir de volta.
Mas quando alguém sorria
Achava que estava a tirá-la
Zombar de sua tristeza
Indisfarçável.

Escrito por D.D. às 13h23
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Atemporal

Penso que às vezes vivemos
Pra poder então sofrermos
Tudo acaba, tudo passa
Mas então vejo a graça
Do teu sorriso no ar
E sinto, por um momento
Que esse meu sentimento
Por você é anormal
Sem razão, atemporal...
Só ele não vai passar

Escrito por D.D. às 13h21
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Náufrago


Com sua saia rodada
A carinha lambuzada
Sussurrando palavrões
No fim é sempre igual
Mas algo é inalgural em teus nãos
Os equinhos
De todos os teus gritinhos
Vasta imensidão
Eu, pequeno barco a remo
Naufragando em teus vãos.

Escrito por D.D. às 13h18
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17/05/2006


Platônico

Nem que seja só pra ver

De longe te admirar

Vale a pena viver

Só pra poder te olhar...

 

Escrito por D.D. às 18h12
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01/12/2005


Olhar

Tem tanta coisa nesse olhar

Uma multiplicidade infinita

Dominada por um acanhamento

Que confessa o desejo.

E o sorriso é a premícia

De um longo e sério pensamento.

Nele há casa, família e futuro

Ou simplesmente um beijo.

Escrito por D.D. às 20h34
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O balanço ia e vinha num movimento cada vez mais veloz.

Sua saia esvoaçante cumpria cada vez menos o papel

De esconder suas coxas perfeitas.

Me olhava temerosa.

No próximo instante se jogaria do balanço rumo a meus braços...

Era assim que ela se entregava:

TOTALMENTE

Sua vida em minhas mãos

Adorava a sensação de depender de mim

A responsabilidade era toda minha

Era assim que ela amava.

Escrito por D.D. às 19h27
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30/11/2005


Encontro

 

Cansado parei: desisti.

Foi então que te ouvi.

No seu colo descansei,

Nos teus beijos  beijei...

 

 Hoje enfim estou aqui

Dizendo que consegui.

Naquele dia, hoje eu sei,

Foi a mim que eu encontrei

                           

                                     Em ti.

 

Escrito por D.D. às 18h49
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Televisão

 

"Vai, vai!" Eu disse.

Vai se é assim que queres

Vai se assim preferes

Vai.

Volta, se quer voltar

Solta, se quer soltar da minha mão.

Se quiser ficar, fique

Mas sem RG nem CIC;

Acredite na paixão...

Se quiser chorar, chore

Se quiser rir, ria

Se quiser comer tem pão.

Mas se quer me amar:

Ame!

Me agarre, me amarre, arranhe...

  Desliga essa televisão!

Escrito por D.D. às 18h09
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Meninas

Onde há uma menina há também alguém sorrindo.

Sua pureza e inocência avultam lânguidas e sonolentas

Mas também saltitantes e abusadas

Na alegria sem motivo que não tentam esconder.

Quando a vida me trás lágrima procuro-as calmamente.

Há sempre uma nas ruas ou parques pronta pra me surpreender

Infinitamente.

E, observando o encantamento que transcende ao que é humano

Percebo que há Deus, perfeição e paraíso

Dentro de cada olhar, cada sim, cada sorriso...

Escrito por D.D. às 17h54
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03/11/2005


Contigo

Pela mão você me puxa

E eu percebo que, contigo

aonde quer que fosse

Seria o paraíso.

Escrito por D.D. às 16h49
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Distantes

Oh! Ouço de ti

Como é triste sem você,

Minha vida é um castigo.

Oh! Respondo eu,

Quem dera a mim poder

Longe de ti dizer que vivo.

Escrito por D.D. às 16h40
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31/10/2005


Sem Saber

Antes de te conhecer

Não podia compreender

Porque amor não encontrava.

Agora aqui, ao te ver

Percebo que, sem saber

Era a ti que eu esperava.

Escrito por D.D. às 15h05
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28/10/2005


Como?

Fiz esta poesia,se é que é poesia

Sem o mínimo de destreza.


Como exaltar poderia


Algo que extasiado noto


Perfeição da natureza?


Fico mudo, o que dizia?


Em palavras, não, não posso


Descrever tanta beleza.

Escrito por D.D. às 16h50
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26/10/2005


Amigas

A despedida das duas

É quase um parto

Mas partem

Pra se verem de novo

Daqui a meia-hora.

Escrito por D.D. às 17h41
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25/10/2005


No momento em que me diz tchau

Passo a esperar

I M PA C I E N T E M E N T E

o instante em que dirá

oi.

Escrito por D.D. às 14h40
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19/10/2005


Sua voz



Sua voz era tão linda que eu nem ligava pro que ela falava.

Quando ela disse adeus eu sorri tanto,tanto...

Parecia que ela tinha chegado.


Escrito por D.D. às 16h12
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11/10/2005


Na esquina

Ali conjugavam-se alegria e tristeza,

Inocência e perversão, morte e vida.

Ali onde tudo se encontrava e se desprendia

Onde o belo se mostrava e a beleza se escondia

Além do defeito e do perfeito, do eterno e do desfeito.

Ali, nos lábios ardentes, nos braços complacentes

Nas lágrimas sorridentes, nos sorrisos doentes

Ali, minha escolha e minha sina, minha esposa, minha filha

Minha flor, dor, terror, amor, crime

Infinito microscópico, doença e cura, criação e criatura.

Ali meu Deus!

Deusa, cadela

Tudo ela, tudo dela e ela minha

Fera, bela

Tela, cela, sol, menina

Ali, bem ali;

Na esquina.

Escrito por D.D. às 16h57
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Me falas de um anjo perfeito

Que um dia chegará e te levará ao céu.

Espero uma pessoa, quem sabe feia e pobre

Sem asas, sem brilho.

Talvez cheia de defeitos

Mas que eu possa tocar.

Sei que nenhum anjo seria assim, tão parecido comigo.

E nenhum entraria em meu quanto e me amaria de verdade.

Escrito por D.D. às 16h48
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07/10/2005


idílio

 A brutalidade da vida e seus rumores