
Na busca de um novo sonho
Me distraio com as migalhas do caminho
As fadas de vez em quando aparecem
E as bruxas são suportáveis
Depois do terceiro beijo
Estou bem
Feliz
Só não me peça sorrisos

Na busca de um novo sonho
Me distraio com as migalhas do caminho
As fadas de vez em quando aparecem
E as bruxas são suportáveis
Depois do terceiro beijo
Estou bem
Feliz
Só não me peça sorrisos
Pra que tentar com palavras
Expressar o que pensamos
Se nenhuma delas revela
Por mais que seja bela
O quanto nos amamos.

Meu amor, fique em silêncio
Vamos ouvir nossos coracões
Nossa respiração
Sentir nossos carinhos...
Agora que palavras
Já não dizem nada
Deixe que a madrugada
Seja nosso ninho.

Ali na mesma hora
Passo a imaginar.
Seu corpo perfeito
Seus lábios, seu beijo
Fico a esperar.
Em poucos segundos
Viajo a mundos
Em que eu possa te amar.
E assim te amando
Fico eu, sonhando
Até voce voltar.
Uma das poesias publicadas na revista Áporo da USP em novembro/ 2007

E quando estamos juntinhos
Já não sei onde termina eu
Onde você começa
Somos um ser completo
Repleto de felicidade
Mas quando nos despedimos
Não sei onde termina eu
Onde começa a saudade
E ficamos assim, sozinhos
Sendo apenas metade.

Às vezes me pergunto o que fazer pra te conquistar
Pra te provar que te amo
Como talvez ninguém amou nem vai amar
O que fazer pra te convencer
que não temos nada a perder
Em nos conhecer, em ficar, em amar...
Linda,
Eu às vezes me pergunto o que fazer!!
Louco, às vezes me chamam
Louco, alegre fico em ser
Louco de amor, a ponto de morrer
Pois é preciso morrer de amor
Pra poder viver.
Além da distância,
No tempo, no espaço, na idade...
Além da tristeza, beleza e saudade
Ah, Morrer de amor
Viver de verdade!!
O sol, com 4 bilhões de anos Nasce todo dia Muleque brincalhão Pulando por entre as flores e vales Invadindo lugares proibidos... O sol, velho e sábio Sabe que o melhor da vida É ser criança
Meu sono é sempre leve
Pra que ninguém não leve
Meus sonhos
Às gotas do oceano
Uma prece
Um poema
Às frágeis gotas da garoa
Um pedido, um desejo.
À pequenez de minha musa
À infinitude de sua fragilidade...
Fina, transparente, ela quase não existe.
Uma gota, uma garoa
Que me cai toda noite

Meus rabiscos viram poemas
Quando sua voz vira música
E nossa rua, a lua.
Quando te imagino além
Do seu tímido sorriso
Numa manhã de domingo
Meu canto desafinado é canção
Quando as asas da imaginação
Te fazem mais que um sonho
E te sinto Bia
Rumo ao infinito de um toque em sua mão
Minha mão viaja por mundos submersos
Na sofreguidão dos tempos
Um momento que ecoa nas noites sozinhas
De esmola
No vento

De bicicleta
A criança passa na rua
Num vai-e-vem infinito
E eu parado, sou paisagem
Sou miragem na margem
Do rio caudaloso do tempo
Por que pedala
A criança
Esta porta
Não há nada depois dela
Os caminhos viram vícios
As tristezas viram sítios
E os desenhos todos
Da sua infância sempre doce
Viram rabiscos
Nos playgrounds da alma
Nos desenhos do vento
Nos brinquedos da calma
Aprendi o teu beijo-mulher
Nos estalos da cama
No escuro dos becos
Derretendo na chama
Aprendi sua voz, o seu jeito
Aprendi o seu choro, seu riso
Aprendi como o vento aprende o lamento
No toque preciso do tempo
Me mostro
Nu perante os olhares
As palavras me despem
Tenho medo? Às vezes
Medo que não entendam nada.
Com sua canetinha vermelha
Ela fez um coraçãozinho
Na parede da minha casa
Com meu nome e o dela
E com duas belas asas
Hoje ele voa longe
Numa nuvem cor-de-rosa
Nuvem de sonhos, talvez
Pequena. Mas nossa.
Essas minhas palavras
São estradas que construo
Pra chegar até você.
Quando falo dos teus olhos
Eu os sinto a me olhar
E se o poema tem seu nome
Quase posso te abraçar
Trago pro meu peito
Coisas distantes, perdidas
Que talvez nem mais existam
Nunca mais poderei ter
Mas que se tornam eternas
Eternas...
Quando começo escrever.
No trilho dos pedregulhos pisados
Alguns seguem grudados
Nas solas das sandálias daquela cinderela
Quando caem não são mais os mesmos
Pois mesmo abandonados,
Pedregulhos pisados,
Têm um pouquinho dela...

Não são as delicadezas do teu corpo
Nem as profundezas da tua entrega
Não são as fraquezas de tuas negações
E nem as forças de tuas paixões
São teus olhos:
Que pequeninos e sapecas
Invadem qualquer esfera
Do meu ser.
O amor já velho
Mas ainda menino
Não precisa de certeza
Nem beleza, nem carinho
Cresce junto da distância
Encolhido em seu cantinho
Quanto mais velho mais forte
Quanto mais forte, mais sozinho
Quando você surgiu no meu caminho
Nele havia havia pedras, flores e espinhos
Agora as pedras e espinhos
Continuam lá, como antes
Mas você, com seu carinho
Me ensinou que as flores
São muito mais importantes.
Hei de beijar um por um
Cada centímetro do teu corpo
Hei de sugar um por um
Cada mililitro do teu mel
Hei de afagar um por um cada pelinho eriçado
E de realizar um por um
Cada desejozinho acanhado
Que tu confessas
Só pra mim.

Oh, minha flor
Permite-me um beijo ?
Um abraço, um sorriso
Permita-me que a ame
Por toda a minha vida ?
Permita ao menos
Que admire suas fotos,
Sua sombra.
Permita ao menos
Que sinta saudade,
Que sonhe...
Que mil vezes por dia
Sussurre seu nome
Permita-me que te espere
Até que a morte nos una
Numa outra dimensão
Pra daí te esperar mais
Te adorar mais
E quem sabe dedicar- te mais poesias.

Do que você tem medo?
Da vida? Do desejo?
Ora, tenha medo do teu medo
E fuja dele com meu beijo.

Por medo da solidão
Conservava o sorriso nos lábios
Na esperança de alguém sorrir de volta.
Mas quando alguém sorria
Achava que estava a tirá-la
Zombar de sua tristeza
Indisfarçável.

Penso que às vezes vivemos
Pra poder então sofrermos
Tudo acaba, tudo passa
Mas então vejo a graça
Do teu sorriso no ar
E sinto, por um momento
Que esse meu sentimento
Por você é anormal
Sem razão, atemporal...
Só ele não vai passar

Com sua saia rodada
A carinha lambuzada
Sussurrando palavrões
No fim é sempre igual
Mas algo é inalgural em teus nãos
Os equinhos
De todos os teus gritinhos
Vasta imensidão
Eu, pequeno barco a remo
Naufragando em teus vãos.

Nem que seja só pra ver
De longe te admirar
Vale a pena viver
Só pra poder te olhar...
Tem tanta coisa nesse olhar
Uma multiplicidade infinita
Dominada por um acanhamento
Que confessa o desejo.
E o sorriso é a premícia
De um longo e sério pensamento.
Nele há casa, família e futuro
Ou simplesmente um beijo.

O balanço ia e vinha num movimento cada vez mais veloz.
Sua saia esvoaçante cumpria cada vez menos o papel
De esconder suas coxas perfeitas.
Me olhava temerosa.
No próximo instante se jogaria do balanço rumo a meus braços...
Era assim que ela se entregava:
TOTALMENTE
Sua vida em minhas mãos
Adorava a sensação de depender de mim
A responsabilidade era toda minha
Era assim que ela amava.

Cansado parei: desisti.
Foi então que te ouvi.
No seu colo descansei,
Nos teus beijos beijei...
Hoje enfim estou aqui
Dizendo que consegui.
Naquele dia, hoje eu sei,
Foi a mim que eu encontrei
Em ti.

"Vai, vai!" Eu disse.
Vai se é assim que queres
Vai se assim preferes
Vai.
Volta, se quer voltar
Solta, se quer soltar da minha mão.
Se quiser ficar, fique
Mas sem RG nem CIC;
Acredite na paixão...
Se quiser chorar, chore
Se quiser rir, ria
Se quiser comer tem pão.
Mas se quer me amar:
Ame!
Me agarre, me amarre, arranhe...
Desliga essa televisão!
Onde há uma menina há também alguém sorrindo.
Sua pureza e inocência avultam lânguidas e sonolentas
Mas também saltitantes e abusadas
Na alegria sem motivo que não tentam esconder.
Quando a vida me trás lágrima procuro-as calmamente.
Há sempre uma nas ruas ou parques pronta pra me surpreender
Infinitamente.
E, observando o encantamento que transcende ao que é humano
Percebo que há Deus, perfeição e paraíso
Dentro de cada olhar, cada sim, cada sorriso...
Pela mão você me puxa
E eu percebo que, contigo
aonde quer que fosse
Seria o paraíso.

Oh! Ouço de ti
Como é triste sem você,
Minha vida é um castigo.
Oh! Respondo eu,
Quem dera a mim poder
Longe de ti dizer que vivo.
Antes de te conhecer
Não podia compreender
Porque amor não encontrava.
Agora aqui, ao te ver
Percebo que, sem saber
Era a ti que eu esperava.

Fiz esta poesia,se é que é poesia
Sem o mínimo de destreza.
Como exaltar poderia
Algo que extasiado noto
Perfeição da natureza?
Fico mudo, o que dizia?
Em palavras, não, não posso
Descrever tanta beleza.
No momento em que me diz tchau
Passo a esperar
I M PA C I E N T E M E N T E
o instante em que dirá
oi.
Sua voz era tão linda que eu nem ligava pro que ela falava.
Quando ela disse adeus eu sorri tanto,tanto...
Parecia que ela tinha chegado.
Ali conjugavam-se alegria e tristeza,
Inocência e perversão, morte e vida.
Ali onde tudo se encontrava e se desprendia
Onde o belo se mostrava e a beleza se escondia
Além do defeito e do perfeito, do eterno e do desfeito.
Ali, nos lábios ardentes, nos braços complacentes
Nas lágrimas sorridentes, nos sorrisos doentes
Ali, minha escolha e minha sina, minha esposa, minha filha
Minha flor, dor, terror, amor, crime
Infinito microscópico, doença e cura, criação e criatura.
Ali meu Deus!
Deusa, cadela
Tudo ela, tudo dela e ela minha
Fera, bela
Tela, cela, sol, menina
Ali, bem ali;
Na esquina.
Me falas de um anjo perfeito
Que um dia chegará e te levará ao céu.
Espero uma pessoa, quem sabe feia e pobre
Sem asas, sem brilho.
Talvez cheia de defeitos
Mas que eu possa tocar.
Sei que nenhum anjo seria assim, tão parecido comigo.
E nenhum entraria em meu quanto e me amaria de verdade.
A brutalidade da vida e seus rumores