Daniel Dias MOTIVOS


23/10/2007


Sempre

 

Meu sono é sempre leve

Pra que ninguém não leve

Meus sonhos

Escrito por D.D. às 16h23
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Prece

 

 

Às gotas do oceano

Uma prece

Um poema

Às frágeis gotas da garoa

Um pedido, um desejo.

À pequenez de minha musa

À infinitude de sua fragilidade...

Fina, transparente, ela quase não existe.

Uma gota, uma garoa

Que me cai toda noite

Escrito por D.D. às 16h10
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Bia

Meus rabiscos viram poemas

Quando sua voz vira música

E nossa rua, a lua.

Quando te imagino além

Do seu tímido sorriso

Numa manhã de domingo

Meu canto desafinado é canção

Quando as asas da imaginação

Te fazem mais que um sonho

E te sinto Bia

Escrito por D.D. às 16h07
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Esmola

 

Rumo ao infinito de um toque em sua mão

Minha mão viaja por mundos submersos

Na sofreguidão dos tempos

Um momento que ecoa nas noites sozinhas

De esmola

No vento

Escrito por D.D. às 16h00
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De bicicleta

 

De bicicleta

A criança passa na rua

Num vai-e-vem infinito

E eu parado, sou paisagem

Sou miragem na margem

Do rio caudaloso do tempo

Por que pedala

A criança

Escrito por D.D. às 15h42
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Crescendo

 

 

Esta porta

Não leva à lugar nenhum

Não há nada depois dela

Os caminhos viram vícios

As tristezas viram sítios

E os desenhos todos

Da sua infância sempre doce

Viram rabiscos

Escrito por D.D. às 15h38
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22/10/2007


Aprendi

 Aprendi o seu corpo criança

Nos playgrounds da alma

Nos desenhos do vento

Nos brinquedos da calma

Aprendi o teu beijo-mulher

Nos estalos da cama

No escuro dos becos

Derretendo na chama

Aprendi sua voz, o seu jeito

Aprendi o seu choro, seu riso

Aprendi como o vento aprende o lamento

No toque preciso do tempo

Escrito por D.D. às 15h12
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